Addicted ² - 36° Capítulo
"-Me dobra e guarda na gaveta que eu já estou passada." Sophia disse com uma voz divertida fazendo os dois se afastarem envergonhados, em tempos normais meros mortais vomitariam arco-íris. Todo mundo achou uma graça, claro, menos Maker que olhava desconfiado para Diego. As duas crianças coraram tanto que pareciam tomates, Estrela colocou as pequenas mãos sobre o rosto, mas Diego tomou coragem e foi até o Maker, sinalizando para ele abaixar-se. Todos que antes riam pararam para observar a estranha porém hilária cena.
"-Tio Mak, você sabe que nós dois somos dois homens grandes, não é?" Senti vontade de deitar no chão e rolar de gargalhadas, meu príncipe que havia a pouco tempo aprendido a andar e saiu das fraldas já era um homem grande? Vamos entrar no jogo então. "E eu quero pedir a mão da Tela em casamento." Sophia arregalou os olhos rindo, Arthur chegou guardando o celular no bolso de trás e com uma cara de desentendido.
"-Gente, por que a Soph está quase morrendo por falta de ar?"
"-Acabaram de pedir a mão da Estrela em casamento..." Diego sorriu feliz, e Estrela que antes se escondia entre as mãos deu um leve sorriso para o menino. Ah... Paixões de infância.
"-O Diego pediu a Estrela em casamento? Ah, admite, foi engraçado." Arthur dizia pela quinta vez desde que todos os nossos amigos foram embora e depois de eu por as crianças para dormir, eu estava arrumando a cama sozinha enquanto Arthur dizia o quão espetacular foi o 'desempenho' do nosso filho. Até que foi engraçado, mas não matava ele ir me ajudar.
"-Sim Arthur, foi muito engraçado." Disse com certo desânimo, depois da terceira vez que ele riu da situação ficou chato.
"-Que há, Lua? Não acha legal o fato de nosso filho de 7 anos pedir em casamento a namoradinha? O pirralho é um projeto de ser humano, nem ao menos é um ainda."
"-Sim, Thur, foi. Mas você já repetiu isso, contando com essa, umas 6 vezes. Eu estou me sentindo assistindo aqueles seriados de madrugada que as emissoras não colocam em horário normal por saber que não tem graça alguma." Eu conhecia o marido que tinha, ele podia estar feliz por Diego, mas de certa forma queria desviar o assunto principal da noite: Pérola. Terminei de arrumar a cama e me deitei do lado oposto ao Arthur, minha cabeça estava martelando com a conversa do "Produtor" com Arthur. Suas mãos me puxaram para perto de seu corpo me aquecendo, distribuindo beijos pelo meu pescoço.
"-Hum... Que foi Lu?" Ele disse depois de perceber que eu não estava respondendo as carícias.
"-Nada, estou com sono, Arthur." Voltei a fechar os olhos com esperanças de que ele entende-se que eu não estava com humor e se aquieta-se, mas ele se mechou, falou ao pé do ouvido. E bem, o resto da noite já sabem.
Acordei sem ouvir o despertador, eu deveria ter acordado mais cedo, afinal. Me despreguicei, e olhei para o relógio, 12:00? Droga! Que... Por que essa porcaria não tocou? Olhei para o lado e Arthur não estava lá, isso está virando rotineiro. Levantei quase caindo de sono, ainda não acreditando que dormi tanto. Estava só de calcinha e a blusa dele, que logo tratei de tirar para tomar um banho para ver se acordava.
Sai do banho um quando renovada, joguei a toalha de um outro lado e pus um vestido qualquer para me sentir confortável já que não tinha total conhecimento caso fosse sair de casa hoje. Abri o guarda roupa, jogando em cima da cama as roupas que não gostaria de usar, até chegar em um vestidinho azul nem grande nem pequeno, meigo, que a muito tempo não usava. Puxei ele e junto a ele caiu um celular.
"Ué, o que esse celular faz aqui?" Tive um raciocínio rápido: Vestido em cima, fundo do guarda roupa, celular. Droga! Ele estava escondido? Contrariando todos os meus princípios liguei o celular chegando tudo. Hm... Fotos do Diego, da Ane, Pedro, Micael, Chay... Maker!? Pérola... Ah! Olha eu aqui.
Nas últimas chamadas o nome que predominava era Pérola, nenhum "Produtor" como eu havia imaginado, um certo ódio tomou conta de mim. Sentei-me na cama, sem nem me preocupar pela falta de roupas, e cheguei nas mensagens.
"Mãe?" Diego apareceu na porta e eu me aprecei em jogar um cobertor em cima de mim. "O que você está fazendo?"
"Nada... A mamãe só está... Limpando."
"Pelada?"
"É para não sujar nenhuma roupa, filho." Dei um sorriso amarelo, mas ele continuou a me olhar desconfiado. Caminhou até mim e sentou em cima da cama.
"Mamãe... Esse é o celular do papai?" Se estivesse bebendo alguma coisa, era bem capaz de cuspir tudo nele e começar a correr e ganhar uma maratona pelada mesmo.
"Claro... Eu só... Tinha achado. Promete que não vai contar para o papai. Tá?" Me senti ridícula de estar implorando para o meu próprio filho.
"Eu quero tomar café." Ele pegou o celular da minha mão, se levantou e foi até a porta, e antes de sair, disse com uma voz doce e inocente. "Mamãe, eu te amo, e o papai também."
O pequeno ser saiu da porta me deixando isolada em cima da cama, e com a cara de maior taxo. Ele havia pego o celular, eu precisava ler as mensagens, como eu precisava!
"Oi meu anjinho!" Dei um beijinho em Diego já com meu vestido azul brilhante. Coloquei torradas e geleia. "Suco ou café?"
"Suco de soja!" Os olhos dele chegaram a brilhar, e eu dei um riso baixo pondo o suco de morango no copo dele. "Mamãe, e a Ane?"
"Eu já passei no quarto dela, amor. Ela está um pouco dengosa se manhã, mas eu já dei de mamar." Ele deu um sorriso que soou um "Ok" e eu ri novamente ao perceber estar sendo fiscalizada pelo meu filho de 7 anos.
"Vou ver Televisão, mãe, beijo!" Ele siau em ao menos comer direito, só virando todo o copo de suco e correndo para sala. Fiquei fitando as torradas e uma fome me bateu, se ele não comia, eu sim. Me sentei, e notei que ele havia deixado o celular do pai ali. Deve ser assim que os viciados se sentem ao ver alguma droga. Não pensei duas vezes, e peguei o celular. Fechei os olhos praguejando, Arthur, o meu Arthur, não teria nada a esconder.
"Se ele não tem, qual problema dar uma espiadinha?" Uma vozinha disse na minha mente, e eu lhe dei total atenção indo as mensagens, me arrependo logo depois.
"Ok, duas horas na pracinha hoje? Claro... Pérola, já disse que vou pedir divórcio para Lua, é que ela é muito emotiva... Mas eu já toquei no assunto. Até lá, beijo amor."
"-Tio Mak, você sabe que nós dois somos dois homens grandes, não é?" Senti vontade de deitar no chão e rolar de gargalhadas, meu príncipe que havia a pouco tempo aprendido a andar e saiu das fraldas já era um homem grande? Vamos entrar no jogo então. "E eu quero pedir a mão da Tela em casamento." Sophia arregalou os olhos rindo, Arthur chegou guardando o celular no bolso de trás e com uma cara de desentendido.
"-Gente, por que a Soph está quase morrendo por falta de ar?"
"-Acabaram de pedir a mão da Estrela em casamento..." Diego sorriu feliz, e Estrela que antes se escondia entre as mãos deu um leve sorriso para o menino. Ah... Paixões de infância.
"-O Diego pediu a Estrela em casamento? Ah, admite, foi engraçado." Arthur dizia pela quinta vez desde que todos os nossos amigos foram embora e depois de eu por as crianças para dormir, eu estava arrumando a cama sozinha enquanto Arthur dizia o quão espetacular foi o 'desempenho' do nosso filho. Até que foi engraçado, mas não matava ele ir me ajudar.
"-Sim Arthur, foi muito engraçado." Disse com certo desânimo, depois da terceira vez que ele riu da situação ficou chato.
"-Que há, Lua? Não acha legal o fato de nosso filho de 7 anos pedir em casamento a namoradinha? O pirralho é um projeto de ser humano, nem ao menos é um ainda."
"-Sim, Thur, foi. Mas você já repetiu isso, contando com essa, umas 6 vezes. Eu estou me sentindo assistindo aqueles seriados de madrugada que as emissoras não colocam em horário normal por saber que não tem graça alguma." Eu conhecia o marido que tinha, ele podia estar feliz por Diego, mas de certa forma queria desviar o assunto principal da noite: Pérola. Terminei de arrumar a cama e me deitei do lado oposto ao Arthur, minha cabeça estava martelando com a conversa do "Produtor" com Arthur. Suas mãos me puxaram para perto de seu corpo me aquecendo, distribuindo beijos pelo meu pescoço.
"-Hum... Que foi Lu?" Ele disse depois de perceber que eu não estava respondendo as carícias.
"-Nada, estou com sono, Arthur." Voltei a fechar os olhos com esperanças de que ele entende-se que eu não estava com humor e se aquieta-se, mas ele se mechou, falou ao pé do ouvido. E bem, o resto da noite já sabem.
Acordei sem ouvir o despertador, eu deveria ter acordado mais cedo, afinal. Me despreguicei, e olhei para o relógio, 12:00? Droga! Que... Por que essa porcaria não tocou? Olhei para o lado e Arthur não estava lá, isso está virando rotineiro. Levantei quase caindo de sono, ainda não acreditando que dormi tanto. Estava só de calcinha e a blusa dele, que logo tratei de tirar para tomar um banho para ver se acordava.
Sai do banho um quando renovada, joguei a toalha de um outro lado e pus um vestido qualquer para me sentir confortável já que não tinha total conhecimento caso fosse sair de casa hoje. Abri o guarda roupa, jogando em cima da cama as roupas que não gostaria de usar, até chegar em um vestidinho azul nem grande nem pequeno, meigo, que a muito tempo não usava. Puxei ele e junto a ele caiu um celular.
"Ué, o que esse celular faz aqui?" Tive um raciocínio rápido: Vestido em cima, fundo do guarda roupa, celular. Droga! Ele estava escondido? Contrariando todos os meus princípios liguei o celular chegando tudo. Hm... Fotos do Diego, da Ane, Pedro, Micael, Chay... Maker!? Pérola... Ah! Olha eu aqui.
Nas últimas chamadas o nome que predominava era Pérola, nenhum "Produtor" como eu havia imaginado, um certo ódio tomou conta de mim. Sentei-me na cama, sem nem me preocupar pela falta de roupas, e cheguei nas mensagens.
"Mãe?" Diego apareceu na porta e eu me aprecei em jogar um cobertor em cima de mim. "O que você está fazendo?"
"Nada... A mamãe só está... Limpando."
"Pelada?"
"É para não sujar nenhuma roupa, filho." Dei um sorriso amarelo, mas ele continuou a me olhar desconfiado. Caminhou até mim e sentou em cima da cama.
"Mamãe... Esse é o celular do papai?" Se estivesse bebendo alguma coisa, era bem capaz de cuspir tudo nele e começar a correr e ganhar uma maratona pelada mesmo.
"Claro... Eu só... Tinha achado. Promete que não vai contar para o papai. Tá?" Me senti ridícula de estar implorando para o meu próprio filho.
"Eu quero tomar café." Ele pegou o celular da minha mão, se levantou e foi até a porta, e antes de sair, disse com uma voz doce e inocente. "Mamãe, eu te amo, e o papai também."
O pequeno ser saiu da porta me deixando isolada em cima da cama, e com a cara de maior taxo. Ele havia pego o celular, eu precisava ler as mensagens, como eu precisava!
"Oi meu anjinho!" Dei um beijinho em Diego já com meu vestido azul brilhante. Coloquei torradas e geleia. "Suco ou café?"
"Suco de soja!" Os olhos dele chegaram a brilhar, e eu dei um riso baixo pondo o suco de morango no copo dele. "Mamãe, e a Ane?"
"Eu já passei no quarto dela, amor. Ela está um pouco dengosa se manhã, mas eu já dei de mamar." Ele deu um sorriso que soou um "Ok" e eu ri novamente ao perceber estar sendo fiscalizada pelo meu filho de 7 anos.
"Vou ver Televisão, mãe, beijo!" Ele siau em ao menos comer direito, só virando todo o copo de suco e correndo para sala. Fiquei fitando as torradas e uma fome me bateu, se ele não comia, eu sim. Me sentei, e notei que ele havia deixado o celular do pai ali. Deve ser assim que os viciados se sentem ao ver alguma droga. Não pensei duas vezes, e peguei o celular. Fechei os olhos praguejando, Arthur, o meu Arthur, não teria nada a esconder.
"Se ele não tem, qual problema dar uma espiadinha?" Uma vozinha disse na minha mente, e eu lhe dei total atenção indo as mensagens, me arrependo logo depois.
"Ok, duas horas na pracinha hoje? Claro... Pérola, já disse que vou pedir divórcio para Lua, é que ela é muito emotiva... Mas eu já toquei no assunto. Até lá, beijo amor."


Ah web ta paralisada?
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